Evento Administrativo/Jurídico #85

Flavio Furtado de Andrade juntou proposta de contenção do talude materializada no Memorial Descritivo, elaborado por José Cezar Nolasco.
Coordenadas geográficas: 23 k 0424861 e 7375586 UTMs. Faixa de 50 m de largura por aproximadamente 700 m de extensão que margeia a borda direita do Rio Cristina, tendo como seu limite a montante o córrego Mariana (UTMs 23 k 4249236 e 7375591) e a jusante um pequeno curso para escoamento das águas pluviais (UTMs 424852.7 e 7375316), que desemboca no Rio Cristina. Esse pequeno curso dágua não faz parte da área que deveria ser recuperada no âmbito do TAC, mas sua margem o foi por iniciativa do proprietário, em faixa que vai de sua foz a até aproximadamente 300 m acima por 30 m de largura, já próximo à estação da Sabesp – totalizando área de aproximadamente 44.000 m2 reflorestada.
– Manutenção de 75% da cobertura vegetal da Fazenda de Abras do Una preservada.
– A margem do rio apresenta solapamento em alguns pontos de instabilidade do talude, que ocorre devido às características físicas do rio, que é muito sinuoso e vem mudando seu curso de forma natural e contínua sem, contudo, provocar o assoreamento do mesmo, visto que suas águas continuam cristalinas pois a cobertura florestal nas margens impede o processo de lixiviamento provocado pelas chuvas em ambientes sem cobertura florestal.
Considerações finais:
Como medida mitigadora visando diminuir a instabilidade na margem do rio, o plantio de alguns indivíduos arbóreos nos pontos onde o rio apresenta instabilidade nas margens, que deve ser feito de acordo com as características florestais da área e com a disponibilidade de espaço, evitando competição intraespecífica entre as espécies. As residências citadas no Laudo 0187/2012 estão fora dos limites do reflorestamento. Várias espécies de aves, algumas espécies de mamíferos, indivíduos arbóreos nascidos após reflorestamento, total desaparecimento do capim braquiária. Cobertura vegetal vem impedindo o assoreamento do rio. Área pode ser classificada como secundária inicial, sendo que pode ser aproveitado seu potencial biótico (flora e fauna) das formações florestais próximas, para que o processo de regeneração ocorra de forma natural com o mínimo de interferência antrópica.

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